Conheça Zezinho, professor mais antigo do tênis do Caiçaras

A história de José Passos da Silva (mais conhecido como Zezinho) no clube começa em 9 de novembro de 1972.

Dois dias antes, o garoto de apenas 9 anos desembarcava no Rio de Janeiro, vindo de Aracaju, Sergipe. Ele e a família vinham se unir à irmã mais velha de Zezinho, já falecida, que trabalhava então como doméstica em uma casa na Rua Nascimento Silva.

Foi lá que o garoto conheceu um antigo professor de tênis do clube, que o chamou para ser boleiro – aquele garoto encarregado de entregar as bolinhas ao longo da partida.

Atualmente, por conta das leis trabalhistas, menores de idade são impedidos de realizar o ofício, mas há quase 50 anos a prática era comum e, muitas vezes, era a porta de entrada de jovens com poucos recursos financeiros no esporte.

“Eu cheguei ao Rio de Janeiro em um sábado, na segunda-feira eu já estava dentro do clube e não saí mais”, recorda.

Aos 16 anos, por seu bom desempenho, passou a atuar como batedor. Zezinho também participava de campeonatos. “Viajei o Brasil todo. Conheço a maioria das quadras de tênis do Rio de Janeiro. Sou muito conhecido e estou sempre com a camisa do clube”, diz, afirmando ter vencido diversos campeonatos defendendo o Caiçaras.

Mais adiante na história, com a morte do principal professor de tênis do clube, o então diretor da modalidade, Carlos Pacheco, decidiu enviar Zezinho para Brasília, para se especializar.

Na volta, os alunos do falecido professor Lulu (Aluísio), o receberam de braços abertos. “Lulu era muito meu amigo e sou grato a ele e a todos os alunos dele, que me aceitaram como professor”, conta.

Atualmente, Zezinho é bastante procurado, dando aulas para todas as idades. “Já estou na minha quarta geração de tenistas!”, diz, orgulhoso.

Para Zezinho, o Caiçaras representa sua segunda casa. “Cheguei criança, fui de boleiro a professor e fiquei. Passei por 15 comodoros. Tudo o que eu sou e possuo, tudo o que a minha família construiu, eu devo ao Caiçaras”, lembra.

“Definitivamente, eu sou um cara muito privilegiado. Aqui foi meu primeiro emprego e graças a ele eu me casei, construí minha família, tenho dois filhos maravilhosos e formados, um fisioterapeuta e uma advogada. Eu só tenho a agradecer. Até me emociono”, diz, com a voz embargada.

Neste ano, Zezinho completa 49 anos de Caiçaras. Parabéns!

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