Com pouco mais de um ano de vela, atleta da flotilha do Caiçaras conquista 2º lugar no Torneio Zé Carioca
Aos 12 anos, Alice Costa Porto já mostra que tem estrela na vela. No último Torneio Zé Carioca, realizado pelo Iate Clube do Rio de Janeiro na subsede de Cabo Frio, ela conquistou o segundo lugar na categoria Estreantes – Infantil/Feminino, da classe Optimist, representando a equipe de vela do Caiçaras. A competição reuniu cerca de 30 atletas estreantes e, no total, quase 130 competidores.
O mais impressionante? Alice tem pouco mais de um ano de experiência na vela. Tudo começou em janeiro de 2024, quando o pai, Felipe Porto Gonçalves, decidiu procurar um esporte que os dois pudessem aprender juntos. A primeira tentativa foi no Clube Naval, em Niterói, cidade natal de Felipe. “Ela não se animou muito com a ideia. Aí veio a sugestão de colocá-la na colônia de férias do clube, para uma experiência mais leve e divertida”, conta o pai.
Deu certo. Na primeira semana, Alice já pediu para continuar — agora em turno integral. Logo depois, veio o desejo de aprender vela “pra valer”. Mas não do jeito que o pai imaginava. “Ela não queria velejar comigo. Queria fazer Optimist, onde podia ir sozinha. Acho que a independência foi o que fisgou ela”, lembra ele, destacando o envolvimento da filha em todas as etapas: checagem do barco, escolha do rumo e as soluções em alto-mar.
Por volta de agosto, Alice expressou vontade de entrar para uma flotilha de competição e encontraram o ambiente ideal no Caiçaras. “Conversei com a Lucy e viemos para cá. O treino com a flotilha do Caiçaras tem sido muito produtivo, e Alice está super animada.”
Desde então, ela vem se dedicando aos treinos e participando das competições — agora com direito a pódios. A Vice-Comodora de Esportes Náuticos, Lucy Freitas Campani, destaca as qualidades que fazem Alice se destacar:
“A Alice vem numa crescente muito interessante na vela, não só em termos técnicos, mas também de amadurecimento nas escolhas durante as competições. Como se trata de um velejo individual, tudo depende do discernimento do próprio velejador. Este ano, ela começou bem nas regatas da Lagoa — inclusive foi uma das premiadas na Copa Lagoa — e está melhorando a olhos vistos.”
Alice também celebrou o momento especial e comentou sobre as conquistas:
“Foi muito legal chegar ao pódio. Quando você tem pouco tempo em um esporte e já consegue evoluir e ter bons resultados, percebe que os treinos estão realmente rendendo. Dá uma sensação muito boa, porque sinto que me dedico bastante à vela.”, disse a atleta, explicando também o gosto pelo esporte. “O que mais gosto na vela Optimist é ter autonomia total durante a regata. Sou eu quem escolho o rumo na hora, e isso me faz sentir mais confiante.”
Apesar de as coisas não terem seguido exatamente como o pai planejou, ele está cheio de orgulho.
“Hoje em dia, ela até veleja comigo de vez em quando”, brinca Felipe.



