17 de setembro de 2026

Por trás da conquista: planejamento, dedicação e união para adquirir o Terço da Ilha

A aquisição do Terço da Ilha não foi uma decisão de improviso. O tema atravessou diferentes gestões do Caiçaras e vinha sendo acompanhado e estudado há anos, especialmente na última década, quando o Clube passou a se preparar para diferentes cenários de uma eventual aquisição.

Nesta etapa final, houve um trabalho intenso de estudo, provisionamento e planejamento, considerando a aquisição pelo valor mínimo, eventual disputa com terceiros, necessidade de exercício do direito de preferência, uso de recursos próprios e, se necessário, acesso a alternativas de financiamento.

A preparação envolveu a Comodoria, os Conselhos, a Comissão Especial, o Corpo Técnico do Clube e assessores externos, permitindo que o Caiçaras chegasse ao leilão com os diferentes caminhos já avaliados. Confira o caminho:

  1. A Comissão Especial

A Comissão Especial foi constituída pelo Conselho Deliberativo para acompanhar o processo de aquisição do Terço da Ilha e assessorar a Comodoria nas principais decisões relacionadas ao tema.

Ela reuniu representantes da Diretoria, do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal, permitindo que o assunto fosse tratado com visão institucional, jurídica, financeira e de governança.

Integraram a Comissão: o Comodoro Sérgio Rodriguez; o Presidente do Conselho Deliberativo, Hélio Goldfeld; o Presidente do Conselho Fiscal, Carlos Henrique Queiroz da Silva; o Ex-Comodoro e Conselheiro Vitalício Evandil Bandeira Jr.; o Ex-Presidente do Conselho Deliberativo e Conselheiro Vitalício Luiz Eduardo Figueiredo; o Vice-Comodoro de Assuntos Financeiros, Alexandre Belém; e o Vice-Comodoro de Assuntos Jurídicos, Hugo Filardi.

A Comissão também se destacou pela experiência acumulada de seus integrantes na vida institucional do Clube. Além das funções atuais, o grupo reunia ex-Comodoros, ex-Presidentes do Conselho Deliberativo, ex-integrantes do Conselho Diretor, ex-Vice-Comodoros e ex-membros do Conselho Fiscal. Essa combinação ajudou a dar ao processo memória histórica, visão de governança e capacidade de análise sob diferentes perspectivas.

Mesmo após o resultado positivo do leilão, a Comissão continuará acompanhando as próximas etapas do processo, que incluem os pagamentos previstos, a lavratura da escritura definitiva e o registro da aquisição no Registro Geral de Imóveis. A ideia é manter o mesmo cuidado até a conclusão formal da incorporação da área ao patrimônio do Clube.

  1. O apoio do Quadro Social

Também merece destaque o apoio espontâneo de muitos membros do Quadro Social, que procuraram o Clube ao longo do processo para oferecer ajuda técnica, institucional e financeira. Muitos ajudaram com uma conversa, uma análise, uma ponte, uma sugestão, disponibilidade de recursos, apoio na modelagem de operações estruturadas ou mesmo colocando suas firmas e relações profissionais à disposição para ajudar na construção de alternativas.

Gostaríamos muito de agradecer a cada um pelo nome, mas a lista é longa e certamente correríamos o risco de deixar alguém de fora. Por isso, fica aqui um agradecimento coletivo, mas muito verdadeiro, a todos que estiveram perto e ajudaram o Clube a atravessar esse momento com mais segurança. Esse apoio mostrou, mais uma vez, que a Ilha, a história do Caiçaras e o seu futuro são compromissos compartilhados por muitos associados.

  1. A preparação financeira

Na frente financeira, foi feito um trabalho de preparação para que o Clube chegasse ao leilão com segurança.

Foram analisados caixa disponível, necessidade de provisionamento, cenários de arrematação, fluxo de pagamentos previsto no edital, eventual uso de contribuição extraordinária e alternativas de financiamento, caso fosse necessário complementar os recursos próprios.

Esse trabalho foi importante para que o Clube pudesse participar do certame com tranquilidade, sabendo quais caminhos estariam disponíveis em diferentes cenários.

Na frente financeira, os trabalhos foram conduzidos pelo Vice-Comodoro de Assuntos Financeiros, Alexandre Belém, com atuação direta na análise de alternativas de funding, fluxo de caixa, provisionamento e estruturação financeira. Para contribuir nessa frente, o Conselheiro Alex Gorra foi convidado a participar dos trabalhos, tendo atuação muito relevante na elaboração dos cenários financeiros e, junto com o Comodoro Sérgio Rodriguez e o Corpo Técnico do Clube, nas reuniões e articulações com o mercado financeiro.

  1. Bancos e instituições financeiras

O Clube manteve conversas com instituições financeiras de primeira linha para avaliar linhas de crédito e alternativas de liquidez, caso fosse necessário recorrer a financiamento.

A ideia não era necessariamente contratar uma operação de crédito, mas garantir que o Clube tivesse alternativas disponíveis se o leilão exigisse uma resposta financeira superior ao caixa reservado.

Foram avaliados pontos como prazo de desembolso, custo financeiro, garantias exigidas, possibilidade de pagamento antecipado, compatibilidade com os prazos do edital e impacto sobre o fluxo de caixa do Clube.

  1. Alternativas de mercado de capitais e gestores especializados

Além dos bancos tradicionais, também foram estudadas alternativas estruturadas de financiamento, com apoio de profissionais do mercado financeiro e gestores especializados.

Essas alternativas permitiram comparar diferentes caminhos possíveis, inclusive estruturas lastreadas em recebíveis, contribuições associativas, contribuição extraordinária e demais fluxos recorrentes do Clube.

Esse trabalho foi importante porque deu ao Caiçaras capacidade de avaliar não apenas o custo de cada alternativa, mas também sua viabilidade prática dentro do prazo curto do leilão.

  1. Assessoria Jurídica

Na frente jurídica, o Clube contou com apoio interno e externo para análise do edital, do direito de preferência, da documentação imobiliária, das condições de participação no leilão, dos prazos e dos ritos internos necessários.

Também foram avaliados os cuidados relacionados à ocupação histórica da área, às autorizações de uso anteriores, às exigências do edital, à documentação do vencedor e às medidas necessárias para a conclusão da aquisição.

O Clube também foi assessorado externamente pelo BMA Advogados, que contribuiu na análise jurídica do processo e no suporte às etapas relacionadas ao leilão e à aquisição.

  1. Corpo Técnico do Clube e documentação

Também foi fundamental o trabalho do Corpo Técnico do Clube, sob coordenação do Gerente Geral, Marlon Santiago, na preparação, organização e produção dos relatórios, documentos e informações exigidos e apresentados ao longo do processo.

Em um prazo curto e diante de demandas bastante específicas, a equipe interna atuou no levantamento de documentos administrativos, financeiros, contábeis, operacionais e imobiliários, além de apoiar a Comissão, a Comodoria e os assessores externos na consolidação das informações necessárias.

Esse trabalho foi essencial para que o Clube pudesse responder com rapidez às exigências do processo, às análises jurídicas e financeiras e às etapas de preparação para o leilão.

  1. Governança Interna

Outro ponto importante foi o cuidado com a governança. A Comissão acompanhou o tema de forma integrada com a Comodoria e os Conselhos, permitindo que as principais decisões fossem analisadas sob diferentes perspectivas.

Esse alinhamento foi essencial para que o Clube pudesse agir com rapidez, mas sem abrir mão da responsabilidade institucional exigida por uma operação dessa relevância.

  1. Construção de cenários

A preparação foi organizada a partir de diferentes hipóteses, cada uma acompanhada das providências jurídicas, financeiras e operacionais correspondentes. Para cada possível desdobramento do leilão, o Clube definiu previamente os caminhos que poderiam ser adotados.

Essa construção permitiu que o Caiçaras chegasse ao dia do certame com alternativas mapeadas, responsabilidades definidas e clareza sobre os passos seguintes.

  1. O resultado

Como não houve outros interessados, o Clube apresentou proposta equivalente ao preço mínimo do edital, no valor de R$ 23,375 milhões, a ser pago integralmente com recursos próprios do caixa.

Esse resultado foi muito positivo porque permitiu ao Caiçaras resolver uma questão histórica sem necessidade de recorrer a financiamento externo.

Mensagem central

A mensagem principal é que o Caiçaras chegou preparado. A aquisição do Terço da Ilha foi uma conquista histórica, mas também foi resultado de muito trabalho: preparação financeira, análise jurídica, provisionamento, construção de cenários, produção documental, acompanhamento dos prazos do edital e atuação conjunta de pessoas que conhecem e amam o Clube.

O resultado preserva a integridade da Ilha, incorpora definitivamente ao patrimônio do Caiçaras uma área essencial para a vida social, esportiva e recreativa dos associados e encerra uma incerteza que atravessava diferentes gestões.

Mais do que resolver uma questão histórica, a aquisição representa uma decisão que olha para o futuro: um patrimônio que permanece no Clube e que poderá ser desfrutado e cuidado pelas próximas gerações de sócios.

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