Coral Caiçaras em busca de novas vozes

O maestro Paulo Malaguti

“Cantar no Coral é a forma mais simples e divertida de se fazer música”, define o maestro Paulo Malaguti, à frente do Coral do Caiçaras há 16 anos.

Ele conta que o grupo, atualmente formado por 15 integrantes, está em busca de mais vozes. Os encontros, semanais, acontecem às terças-feiras, das 17h às 19h, na Sala de Leitura, e são abertos a todos os interessados (inscrições e mais informações com a coordenação do Coral).

“Trabalho com a grande pianista Maria Teresa Madeira nos arranjos. O Coral é primordialmente formado por mulheres. Mas, agora, temos um cantor conosco e parece que mais um senhor irá se juntar ao grupo em breve, o que é ótimo”, afirma.

“Dividimos o Coral em duas vozes, as mais agudas e as mais graves. O repertório é popular e o resultado é muito bom”, avalia. “Todo mundo que tem o sonho da música pode começar com um coral amador”, convida.

Malaguti é integrante da banda MPB4 e tem uma longa carreira na música vocal, regendo grupos vocais e corais no Brasil e no exterior. Como arranjador e pianista, já trabalhou com Nana Caymmi, Danilo Caymmi, Nelson Gonçalves, Adriana Calcanhoto, Simone e muitos outros artistas.

A pianista Maria Teresa Madeira

O Coral conta ainda com outra integrante de peso: a pianista Teresa Maria Madeira. Bacharel em piano pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestre em música pela Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, Teresa já se apresentou com Sinfônica Brasileira, Petrobras Sinfônica, Cedar Rapids Symphony, University of Iowa Chamber Orchestra, Banda Sinfonica da Cidade de Córdoba (Argentina) e outras.

Também no Coral desde a sua fundação, em 2003, ela diz que os encontros são um momento de amizade e de lazer. “A gente ouve do pessoal que os encontros são quase uma terapia. Mexe muito com o bem-estar, com a autoestima”.

Ela explica que não é preciso entender de música nem saber cantar para participar dos encontros. “Eu e o maestro Paulo Malaguti fazemos os arranjos já pensando que se trata de um grupo amador. Então, tudo funciona muito bem. A questão do ‘canto bem’ ou ‘canto mal’ não importa, porque o Coral é um espaço muito democrático, onde o que importa é entoar em conjunto e conseguir um resultado como uma única voz”.

Teresa reforça o convite para que todos venham assistir um encontro do Coral, sem compromisso, e apreciar o repertório, bem eclético, com muito rock, samba, MPB e até fado. “Cantamos Tom Jobim, Rita Lee, Dolores Duran, tem de tudo”, diz. Venha conferir!