Nossa gente: homenagem a Manelão

Na última segunda-feira (26 de abril), o Clube deu adeus a Manoel Paulo Farias, mais conhecido como Manelão, vítima da Covid-19.

Após um quadro de melhora, ele teve uma recaída e, infelizmente, veio a falecer. “Foi o dia mais triste de nossa gestão”, afirmou o Comodoro Victor Polonia. O momento, porém, é de homenageá-lo e celebrá-lo por toda a sua bela trajetória no Clube.

Manelão marcou gerações

“O ‘Manel’, que virou ‘Manelão’, chegou ao Clube em 1981, com 18 anos de idade e fez parte importante da minha geração no Caiçaras.

O balcão do Tênis funcionava efetivamente como uma recepção para os que entravam preferencialmente pela Portaria de Serviço. Nesta época, nossa rotina de Clube era noturna: faculdade de manhã cedo, estágio à tarde e Clube à noite para Academia, peladas e posterior confraternização no antigo Aloha.

Se precisávamos de alguma informação, saber se alguém estava ou não no Clube e aonde, Manelão era a pessoa certa a procurar. Ele acompanhou a formação da minha família: namoro, casamento, nascimento e crescimento dos meus filhos. Da mesma forma que acompanhou de perto e sempre atento inúmeras famílias Caiçaras.

Ele tinha sempre uma conversa agradável, se divertia com as nossas bobagens e brincadeiras juvenis, mas sabia impor como poucos a autoridade que lhe era conferida, colocando o limite de forma educada, gentil e firme.

Nosso grupo de juventude, composto por sócios, ex-sócios e alguns convidados, até hoje se reúne uma ou duas vezes por ano no Clube para confraternizar.  E todos, especialmente os que não são mais sócios, sempre passavam para bater um papo com ele. A notícia de sua morte foi uma consternação geral. É um momento profundamente triste, porém de louvor a um Caiçara de valor. Temos a sorte de ter alguns ‘Manelões’ ou ‘Maneloas’ no Caiçaras. Precisamos cultivá-los (as) e valorizá-los (as)”.

Victor Polonia, Comodoro

Gargalhada inconfundível e muita competência

“Sempre sorridente, educado e com muita simpatia, o Manelão ocupava o Balcão do Tênis, depois a Portaria. Era observador, mas discreto. Nunca se envolveu em qualquer polêmica, seja com outros funcionários ou com os sócios que praticam tênis.

Ele ajudava os tenistas novatos a se ‘enturmar’ e formou diversas duplas. Todos respeitavam suas marcações de horários das quadras. Quando tinha mais intimidade com algum sócio, ele gostava de contar umas piadas, adorava ouvir outras e soltava uma gargalhada inconfundível.

Ao assumir a Vice-Comodoria Tênis, em 2016, pude contar com sua fidelidade e experiência. Ele sempre absorveu as decisões que envolviam o tênis sem reclamar, se adaptando rapidamente, formando uma excelente dupla no horário vespertino com outra lenda do Clube, o Zé Arteiro.

Todos os tenistas que participavam do ranking de tênis sempre consultavam o Manelão antes de desafiar alguém. Ele sabia quem estava machucado ou viajando. E sempre, incentivador, dizia “Doutor, vai ser um jogo bom!”.

Em 2020, ele me pediu para ser transferido para a portaria do Clube, pedido logo aceito e apoiado pelo nosso Comodoro. No novo setor, manteve sua simpatia, educação, fidelidade e competência. Manelão foi pro céu, certamente sendo recebido com todo carinho. E vai deixar um vazio enorme em nossos corações”.

Evandil Bandeira Jr, Vice-Comodoro Geral e Vice-Comodoro de Tênis